Blog do Professor Santarelli
  A Era do conhecimento: “Culturas de Conhecimento”

Caros colegas e leitores do blog Inteligência estratégica, quero compartilhar com vocês, através das minhas palavras, a visão que tenho sobre a evolução natural da Gestão do Conhecimento nas empresas, fruto de uma leitura que fiz neste final de semana de uma matéria chamada: “Um modelo de inteligência organizacional”, da revista “Alta Gerência”. Espero que gostem e opinem a respeito!

 

Já vivemos a um bom tempo nas organizações o que chamamos de a “Era da Informação”, onde dados, registros e diversas técnicas e tecnologias são utilizados para compor ingredientes que fazem parte do processo estratégico de crescimento e lucratividade das empresas, capaz de melhorar e qualificar produtos, ampliar resultados e satisfazer clientes.

 

Seguindo o caminho natural da evolução, a era da informação entrou em uma nova fase que compreendemos como a “Era do Conhecimento”, que podemos considerar como uma continuação dos esforços empreendidos para melhorar processos, gerenciar e aplicar de forma lucrativa o conhecimento e reduzir riscos que podem comprometer o futuro da organização, compreendendo melhor o que o mercado demanda através do bom uso do capital intelectual humano. Sem esquecermo-nos claro dos esforços que captamos para aplicar neste contexto o item “sustentabilidade”, corroborando para redução de despesas e para um planeta mais saudável!

 

O que nós podemos explorar agora, como uma organização provedora de informação, é o conceito que vem sendo chamado de “Culturas de Conhecimento”, que na verdade representa uma nova quebra de paradigma, uma nova mudança de hábito, onde o foco passa a ser o “trabalho com o pensamento”. É necessário compreendermos na prática diferenciações que antes consideradas puramente acadêmicas, distinguindo dados de informações, conhecimento e sabedoria.  Coisas que devem ser trabalhadas em conjunto e exploradas de forma racional e factível, reconhecendo e executando o significado deste novo modelo como força propulsora do sucesso organizacional. Assim como aconteceu em outras mudanças de estratégias e comportamento, essa nova forma de agir e pensar também é complexa, mas explicitamente recompensadora!

 

 

O termo “Culturas de conhecimento” é um conceito emergente que traz em seu núcleo a proposição cultural compartilhada e nutrida de forma exponencial e sistêmica, ampliando uma nova dimensão no pensamento estratégico e organizacional. Algo mais profundo que a expressão “gestão do conhecimento” traz em seu contexto. O que se propõe é que deveríamos é gerenciar as circunstâncias em que o conhecimento pode prosperar.

 

“A idéia de gerenciar o conhecimento está ultrapassada. A ordem agora é nutrir culturas de conhecimento”. (Karl Albrecht)

 

Para instituir este novo modelo do conhecimento como ativo competitivo nas empresas é necessário fazer importantes mudanças na forma de agir e pensar, onde talvez a ação principal é reparar um gap de inteligência que ainda existe e tornar cada vez mais explícito a necessidade de atrair e reter pessoal de grande capacidade intelectual. Já é fato que o sucesso da maioria das organizações depende da capacidade intelectual de seus trabalhadores, pois são eles os talentos capazes de planejar, projetar, organizar, liderar, gerir, analisar, decidir, inovar, ensinar, aconselhar e assim por diante.

 

Para finalizar, o grande guru da administração e inteligência organizacional Karl Albrecht diz que executivos e líderes empresariais têm diante de si uma grande oportunidade, em plena era do conhecimento, de adotar este novo desafio como uma estratégia completamente diferente dos modelos tradicionais e engajar-se de forma criativa na oportunidade que acontece raramente de criar todo um novo paradigma de sucesso organizacional, enxergando nele a oportunidade de criar e sustentar culturas de conhecimento, semeando uma nova gama de estratégias, pontos de vista, prioridades e princípios de liderança.

 

Grande abraço e até a próxima!



Escrito por Profº Flavio Santarelli às 09h51
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  Especialista em Gestão de Projetos: MBA ou PMP?

Realizar um MBA ou tirar certificação PMP?

Esta talvez seja uma das grandes dúvidas que muito profissionais ao iniciar carreira em GP têm, ou até mesmo profissionais que já atuam na área; realizar uma especialização através de cursos como um MBA em Gestão de Projetos ou tirar a certificação PMP emitida pelo instituto PMI? Por isso, o intuito deste post é tentar tratar o tema de forma simples, com considerações objetivas, numa visão sistêmica e agregadora de informações úteis.

Tempos atrás debati com um grande colega, profissional certificado PMP, onde sintetizamos um "brainstorm" sobre os pontos de positivos de cada tipo de formação profissional. Eu como MBA-GP apresentei o que considerava mais agregador e importante neste curso e ele os pontos que considerava mais importantes na certificação. Obviamente que tínhamos a convicção que, de certa forma, são produtos diferentes de conhecimento e aprendizado, mas que ambos têm muito valor para a área. A conclusão que chegamos é que são coisas que se complementam e agregam muito a qualquer profissional que pretende carreira em gestão de projetos.

A grande diferença é que o MBA é um curso de formação profissional, dado na maiorias das vezes em sala de aula por professores e/ou profissionais muito gabaritados como forma de ampliar conhecimento, fazer intercâmbio de informações e aumentar o seu network.

Já a certificação PMP é uma prova para tirar uma credencial com muito valor de mercado e das mais reconhecidas no mundo (algo comparado como se um profissional de direito tirasse a carteirinha da OAB). O PMI é o órgão mundial que reconhece e atesta esta credencial e dá ao profissional o direito de ser reconhecido como um especialista em Gestão de Projetos.

Ambos são muito importantes, te darão reconhecimento e valorização profissional e são complementares! Na minha visão, como conhecimento e aprendizado nunca são demais, valoriza e dá crédito, se eu tivesse que dar uma dica a qualquer pessoa eu diria: Faça os dois. Faça o MBA e tire a certificação PMP, isto com certeza lhe dará mais gabarito, e "Know-how" para ser um grande profissional da área! Fácil não é, obviamente, mas quem pretende alcançar longos vôos, todo esforço será recompensado!

Grande abraços a todos e até uma próxima oportunidade!



Escrito por Profº Flavio Santarelli às 11h10
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  A Gestão Colaborativa nas empresas

O tema que quero abordar hoje no blog é a Gestão Colaborativa. No início desta semana eu estava conversando com um excepcional colega de trabalho, que apesar de trabalharmos em equipes diferentes, estamos sempre trocando idéias e experiências sobre diversos assuntos, onde surgiu uma conversa sobre colaboração empresarial. Meu colega, no alto do seu conhecimento e vasta experiência de mercado, dizia-me sobre como hoje em dia as pessoas ainda têm muita dificuldade em compreender que a colaboração mútua entre pessoas, equipes e diferentes áreas são fundamentais e que geram um índice muito maior de produtividade.

A Gestão Colaborativa vai muito além, hoje ela é uma tendência de mercado e grandes organizações a utilizam para adicionar mais valor às suas informações gerenciais, compartilhando o conhecimento de forma simplificada, unificada e direta. Essas informações são transformadas em conhecimento, envolvendo pessoas em sua revisão, aplicação, comentários e análise, engajando a empresa como um todo - da direção à setores operacionais – em todos os aspectos da gestão: do mapeamento e melhorias de seus processos e acompanhamento e controle de seus indicadores de desempenho à identificação de riscos e oportunidades emergentes.

Conceitualmente na Gestão Colaborativa esta estratégia é traduzida e transformada em prática, pois é possível ter uma visão clara dos objetivos da empresa e do impacto de cada um: os colaboradores passam a compreender como sua atuação individual interfere nos resultados da sua unidade e da sua empresa. As decisões são tomadas de forma compartilhada, aumentando o comprometimento de toda a equipe com a solução encontrada;

Neste contexto,  as informações necessárias para a melhoria da eficácia da organização são disseminadas entre todos os envolvidos, que podem adicionar dados e visões individuais que vão agregando valor à informação: a Gestão do Conhecimento!

A Gestão Colaborativa utiliza-se da premissa que as equipes se empenhem em trabalhar para atingir metas mútuas através do compartilhamento da visão, estratégia e metas financeiras e operacionais das empresas.

Para finalizar, não posso deixar de comentar que uma Gestão Colaborativa para dar certo e funcionar com um plano bem definido numa empresa, ela tem que ser uma estratégia Top-down, ou seja, deve partir da alta gestão, refletindo em todo o time.



Escrito por Flavio Santarelli às 11h13
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  Ferramentas e técnicas que auxiliam na Tomada de Decisões

No Post anterior eu conceituei de forma sucinta o que é Tomada de Decisão e suas principais aplicabilidades. Conforme prometido, trago neste novo Post algumas técnicas e ferramentas conhecidas no mercado que auxiliam aos tomadores de decisões e facilitam a vida dos gestores de negócios.

Pontuo abaixo as que eu considero as mais importantes e conhecidas no mercado:

Técnica de Árvore de Decisão – É representado por galhos e ramificações que permitem traçar um caminho de atuação para cada problema. Traça um caminho crítico, que representa a melhor opção para o problema, facilita o processo de monitorar a ação e seus resultados. Cada nó da árvore é representado por um teste lógico, indicando obrigatoriamente duas possíveis respostas: sim ou não. Conforme o problema vai sendo resolvido, novas questões surgirão, até que não haja mais nenhuma condição de teste.

Técnica Espinha de Peixe (Ishikawa) – uma maneira simples de identificar todos os sintomas e problemas na etapa de análise da situação atual, aonde se constrói um diagrama de causas e efeitos, parecido com uma espinha de peixe. Nelas os problemas são divididos e para cada causa há uma ação e um efeito imediato. É uma técnica muito conhecida na administração.

Técnica de Janela de Seleção – Utilizada para definir prioridades. Distingue precisamente o que é urgente e o que é importante. A maior conseqüência para dinamismo em excesso é a falta de organização na determinação e delegação de tarefas, fazendo com que, na maior parte do tempo, as ações se voltem para apagar os incêndios.

Técnicas de KDD (Knowledge Discovery Database) - Têm como objetivo extrair conhecimentos em bases de dados. As empresas cada vez mais precisarão conhecer os seus clientes e produtos através de sua base de informações para atender as necessidades cada vez mais complexas. Nos últimos tempos o Data Warehouse (DW) tem sido apresentado como a solução para essas necessidades, mas nem sempre é a melhor solução. Há ainda uma variedade de ferramentas que auxiliam neste processo, a se destacar: Database Marketing e Data Mining.

Database Marketing (DBM) – Especialistas falam que o mundo está mudando, que as empresas precisam conhecer cada vez mais seus clientes, suas necessidades e suas ansiedades. Para (Jackson, 2000), o Database Marketing é um método de longo prazo, voltado para o cliente e profundamente baseado em informações. O Database pode ser utilizado para interligar e orientar os esforços de marketing atuais, assim como para construir uma base completa de informações, de modo a orientar futuros projetos. O DBM é mais do que simplesmente uma ferramenta, na verdade é um conjunto de habilidades compostas de quatro pilares:

- Marketing: Abrange a consultoria estratégica e a execução criativa. É o profissional de marketing que vai identificar quais serão as informações necessárias para o desenvolvimento da estratégia de marketing com os seus clientes.

- Tecnologia: Abrange os softwares de gestão do Database Marketing

- Estatística: Após a criação da base de dados, as habilidades em estatística são a força que move o Database Marketing. Os dados não têm valor algum se não puderem ser acessados de uma maneira que agreguem valor. A habilidade de segmentar dados e criar modelos permite que o profissional de marketing aperfeiçoe o processo de utilização das informações.

- Gerenciamento de dados: É fundamental para o Database Marketing, é aqui que o profissional de marketing deverá definir quais serão as informações necessárias para que o Database Marketing consiga responder todas demandas dos executivos.

Um dos grandes problemas dos especialistas de TI é a transformação de dados em informação. Como fazer isso de uma forma automatizada e no menor tempo possível? Uma das respostas para isso é a combinação de estatística convencional e técnicas de inteligência artificial, que resulta em uma técnica muito comentada nos dias de hoje, o Data Mining.

Data Mining – Conceitualmente flutua entre uma forma de estatística e um conceito revolucionário aplicado ao mercado. O objetivo desta técnica é encontrar padrões ainda não descobertos nos dados, que possam gerar respostas corretas para novos casos. Este processo de busca e interpretação é tipicamente interativo e iterativo, envolvendo a aplicação repetitiva de métodos específicos de mineração de dados e/ou algoritmos e interpretações dos padrões gerados como resultado destes algoritmos.

Em qualquer projeto de Data Mining é obrigatória a existência de um profissional com o conhecimento do negócio, pois ele possui domínio total do assunto. Para evitar que o resultado da modelagem não tenha a menor utilidade para apoiar uma tomada de decisão.

Os problemas que podem ser resolvidos com Data Mining normalmente são divididos em dois grandes grupos: Predição e Descoberta de Conhecimento. A predição tem a finalidade de atingir um objetivo específico de acordo com casos ocorridos no passado. A descoberta de conhecimento apresenta uma maior abrangência ao suporte à tomada de decisão.

Na predição identificam-se duas técnicas:

- Classificação: A resposta será apresentada na forma de verdadeiro ou falso.

- Regressão: A resposta será um valor numérico.

No caso da descoberta de conhecimento existem as seguintes técnicas:

- Detecção de desvios: Identifica mudanças nos padrões anteriormente detectados. A técnica clássica para executar tal detecção é o teste de significância: média, variância e desvio padrão.

- Segmentação de bases de dados: O objetivo é dividir um problema em segmentos menores que formam grupos inter-relacionados.

- Mineração de textos: A técnica pode ser definida com uma busca de tendências ou padrões, só que em vez de usar uma base de dados, são usados textos (documentos eletrônicos).

- Clusterização: Processo semelhante à segmentação de bases de dados, mas parte do pressuposto que não se possui resposta previamente conhecida.

- Regras de associação: São regras que são formadas com informações existes na base de dados. São relacionamentos que muitas vezes não são conhecidos pelo detentor do negócio.

- Resumo e visualização: O objetivo é encontrar descrições compactas dos dados e prover diferentes maneiras de apresentá-los.

Para concluir; ferramentas, técnicas e conceitos existem, mas é necessário saber como utilizar, quais usar e quando usar. Porém, não podemos esquecer que um projeto de apoio à tomada de decisão não é um projeto apenas de TI, mas sim um projeto de toda empresa, principalmente de quem conhece o negócio.

Grande abraço a todos e até o próximo Post!

Referências

1. CARVALHO, D. R. Data mining através de indução de regras e algoritmos genéticos. 1999. 126 f. Dissertação (Mestrado em Informática Aplicada) – Pontifícia Universidade Católica do Paraná – PUCPR, Curitiba, 1999.

2. JACKSON, R.; WANG, P. Database marketing estratégico. Rio de Janeiro: NTC Business Books, 1997. 298 p.

3. NALIATO, F. C. Aplicação de técnicas de mineração de dados: estudo de caso em marketing direto. 2000. 121 f. Dissertação (Mestrado em Sistema e Computação) – Instituto Militar de Engenharia – IME, Rio de Janeiro, 2000.



Escrito por Flavio Santarelli às 11h10
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  A Tomada de Decisão nas organizações

No assunto de hoje trago para discussão o assunto: “Tomada de Decisão” nas organizações. Resumidamente falando ela é nada mais que um modelo da Gestão do conhecimento e do Planejamento estratégico. O modelo Tomada de Decisão hoje é considerado um bem intangível relevante para gerenciamento das organizações, destacando neste contexto três fatores: o dado, a informação e o conhecimento, que são os subsídios essenciais à comunicação e à tomada de decisão. Para que decisões organizacionais sejam tomadas com rapidez e qualidade, é importante que as organizações disponham de um sistema de comunicação eficiente, que permita a rápida circulação da informação e do conhecimento, sendo, para isso, indispensável o suporte da tecnologia.

Mas o que diferencia Dado; Informação; e Conhecimento? Qual a inter-relação entre eles?

Dado, informação e conhecimento são elementos fundamentais para a tomada de decisão nas organizações. Eles formam um sistema hierárquico de difícil delimitação. O que é um dado para um indivíduo pode ser informação ou conhecimento para outro.

Os dados são elementos brutos, sem significado, desvinculados da realidade. Eles constituem a matéria-prima da informação (Dados sem qualidade levam a informações e decisões da mesma natureza).

As informações são dados com significado. Elas são o resultado do encontro de uma situação de decisão com um conjunto de dados, que visam a fornecer uma solução para determinada situação de decisão.

O conhecimento pode então ser considerado como a informação processada pelos indivíduos. O valor agregado à informação depende dos conhecimentos anteriores desses indivíduos. Assim sendo, adquirimos conhecimento por meio do uso da informação. Desta forma, o conhecimento não pode ser desvinculado do indivíduo; ele está estritamente relacionado com a percepção do mesmo, que codifica, decodifica, distorce e usa a informação de acordo com suas características pessoais (Davenport, 1998).

Ao considerar a relação entre os três elementos, podemos inferir que os dados por si só não significam conhecimento útil para a tomada de decisão, constituindo-se apenas o início do processo. O grande desafio dos tomadores de decisão é o de transformar dados em informação e informação em conhecimento.

É saudável considerar que no processo de tomada de decisão é importante ter disponíveis dados, informações e conhecimentos, que normalmente estão dispersos, fragmentados e armazenados na cabeça das pessoas. Claramente o processo de comunicação e o trabalho em equipe desempenham papéis relevantes para resolver dificuldades no processo de tomada de decisão. O trabalho em equipe coloca em evidência os procedimentos de diálogo baseados na idéia de que, em uma organização, a comunicação deve ser estimulada visando ao estabelecimento de um pensamento comum, considerando o ponto de vista de cada um, para que as decisões tomadas nas organizações tenham alto nível de qualidade.

A tomada de decisão que envolve um maior número de pessoas tende a resultados mais qualificados, aumentando o conhecimento da situação de decisão, amenizando, pela agregação de informações e conhecimentos, as distorções da visão individualizada. Decisões tomadas por equipes heterogêneas tendem a resultados de maior qualidade. Pessoas com pontos de vistas e experiências diferentes decodificam a situação de decisão também de maneira diferente. Ouvir e tentar compreender essas visões leva ao aprimoramento das decisões. As decisões tomadas em equipes tendem a ser mais sólidas que as tomadas individualmente.

Porém, quando falamos em tomadas de decisões não podemos deixar de considerar o importante papel que exerce a tecnologia, tanto na comunicação e armazenamento dos dados das informações e dos conhecimentos, como na integração dos tomadores de decisão. Exerce também enorme potencial para o compartilhamento do conhecimento. Quanto maior a capacidade das tecnologias da informação e da comunicação, maior a capacidade de inter-relacionamentos e a capacidade de aprender e lucrar com o compartilhamento da informação e do conhecimento.

Ao mesmo tempo em que elas conduzem a um aumento da capacidade de compartilhamento da informação e do conhecimento, possibilitam também o aumento de suas quantidades disponíveis, que é, antes de tudo, um aumento de dados brutos, dos quais apenas uma parte se transforma em informações potenciais, o que significa que apenas pequeno número delas se transformará em informações ou em conhecimento.

O aumento constante do volume de informações e conhecimentos tem constituído crescente dificuldade em momentos de decisão. O executivo do início do século tomava decisões baseado na escassez de informações. Nos dias de hoje, o executivo se depara com uma quantidade crescente de informações disponíveis.

Considerando o dado como matéria-prima da informação e a informação como a matéria-prima do conhecimento, de nada adianta a organização dispor de dados, informações e conhecimentos, se nela persistir a cultura de que dados, informações e conhecimentos constituem poder. As informações e os conhecimentos devem circular interna e externamente na organização por meio de um eficiente sistema de comunicação, envolvendo a instalação de uma infra-estrutura tecnológica adequada. Só assim a organização disporá de dados, informações e conhecimentos de qualidade e em tempo hábil para dar suporte à tomada de decisão.

Tem que ficar claro o seguinte: -Não existe uma “fórmula perfeita” para a tomada de decisões nas empresas.

Um mundo de intensas e rápidas mudanças levou a sociedade e as organizações à Era da Informação e do Conhecimento. Os recursos estratégicos básicos da Era Industrial cedem o lugar de destaque a outros recursos: a informação e o conhecimento, apoiados pela tecnologia.

As tecnologias da informação conduzem a profundas evoluções organizacionais. Elas levam a novas formas de gestão e, por conseqüência, a novas formas organizacionais. As organizações devem estar preparadas para suportar o crescente volume e rapidez de circulação de informações e conhecimentos, implantando estruturas organizacionais e tecnológicas flexíveis que permitam a circulação das informações e dos conhecimentos, a fim de poder tomar decisões em tempo hábil e se adaptar às mudanças do meio ambiente em que estão inseridas.

O tema é muito extenso e para a próxima postagem eu trarei algumas dicas e ferramentas utilizadas no modelo “Tomada de Decisões”

REFERÊNCIAS

DAVENPORT, T. H. Ecologia da informação: por que só a tecnologia não basta para o sucesso na era da informação. São Paulo : Futura, 1998.

NONAKA, I.; TAKEUCHI, H. Criação de conhecimento na empresa: como as empresas japonesas geram a dinâmica da inovação. Rio de janeiro : Campus, 1997. 

PEREIRA, M. J. L. B.; FONSECA, J. G. M. Faces da decisão: as mudanças de paradigmas e o poder da decisão.-São Paulo : Makron Books, 1997. 

STEWART, Thomas A. Capital Intelectual: a nova vantagem competitiva das empresas. Rio de Janeiro : Campus, 1998.



Escrito por Flavio Santarelli às 11h10
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  "Desorganização organizada"

Normalmente quando estamos em alguma atividade, profissional ou pessoal, desejamos fazer o melhor, porém, muitas vezes fazemos de forma desorganizada, sem planejamento ou sem parar sequer uns minutinhos para fazer um plano rápido de ação, desperdiçando muitas vezes talvez o bem mais precioso que temos: - o tempo.

Ser organizado, principalmente no âmbito profissional, deixou de ser uma qualidade e tornou-se uma obrigação. Pessoas desleixadas perdem tempo procurando por objetos ou informações e têm a produtividade diretamente afetada. No entanto, não basta apenas ser organizado. No ambiente corporativo, a desorganização alheia costuma ser tão prejudicial quanto irritante, porém, nunca devemos nos esquecer que muitas vezes precisamos das pessoas, apesar da sua “desorganização organizada”, para concluirmos algumas tarefas e atividades.

Seguindo este raciocínio, vamos imaginar um processo de produção, como o elaborado por Henry Ford (primeiro empresário a aplicar a montagem em série de forma a produzir em massa, em menos tempo e menor custo), onde montar um automóvel sozinho não é uma missão impossível, mas é muito mais trabalhoso do que numa linha de produção com tarefas bem definidas e processos otimizados. Muitas vezes precisamos entender que dividir significa somar, mas pior do que não facilitar as coisas é regredir, andar para trás.

Da mesma forma que devemos mexer nas coisas que não estão dando certo, melhorando processos e mediando conflitos, nós precisamos também dar continuidade naquilo que funciona bem. Se você for alterar um processo ou atividade, pense bem, reflita em tudo que pode acontecer, examine, planeje, crie a situação e depois coloque em prática, vai perceber que o sucesso tende a estar muito mais próximo daquilo que deseja.

Uma dica que sempre comento é usar o simples, mas prático, modelo “PDCA”, que ajuda muito no planejamento, execução e acompanhamento das atividades, pois corrigir depois de errado gera retrabalho e desperdício de tempo para você mesmo e para seus pares!

 É uma dica simples, mas se bem aplicada facilita muito a “reoganizar” o ambiente. Se todos trabalhem juntos, cada um fazendo nada mais que sua parte, as coisas tendem a ir muito bem, fazendo com que ninguém seja sobrecarregado, com que todos cumpram suas funções sem um carregar mais "peso" que o outro.



Escrito por Flavio Santarelli às 11h08
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  Conceituando Inteligência Estratégica

Conceitualmente a Inteligência Estratégica nasceu como artífice militar de alguns países, pós-segunda guerra mundial,  que propunha estratégias de defesa e espionagem no intuito de se defenderem dos “inimigos”, usando a tecnologia e, principalmente, a inteligência estratégica como forma de prever ataques e riscos à suas defesas e à nação! Para exemplificar bem isso, os Estados Unidos após os ataques de 11/09 intensificaram seus serviços de inteligência a fim de evitarem ou diminuírem os riscos de novos ataques terroristas e até o momento vão muito bem em seu desafio, já que conseguiram capturar e matar o principal líder da al-qaeda: Osama Bin Laden.

Nos dias de atuais praticamente todos os países possuem serviços de “Inteligência Estratégica” em sua defesa militar. No Brasil podemos destacar o trabalho da ABIN (Agência Brasileira de Inteligência) que tem por competência planejar, executar, coordenar, supervisionar e controlar as atividades de Inteligência do País, obedecendo  políticas e diretrizes superiormente traçadas na forma da legislação específica.

Em certo momento este conceito passou a ser utilizado também pelas grandes empresas, motivado pela globalização e pela alta competitividade entre mercados, passando a ser um novo aliado nas atividades de obtenção de vantagens competitivas, no equilíbrio dos recursos financeiros e na gestão do conhecimento como parte do processo para estabelecer a padronização de serviços e a geração de informações úteis no intuito de assessorar as atividades e processos de planejamento estratégico e tomada de decisão.

A Inteligência Estratégica deve ser um instrumento de atuação coerente com a atualidade chamada de “era do conhecimento”, em que a informação é considerada dentro das empresas o seu ativo mais precioso e sua gestão deverá envolver a correta utilização dos conhecimentos úteis à condução dos seus negócios, afim de prevenir “surpresas” e conseguir vantagens diante dos diversos cenários complexo e incertos que exigem a capacidade de respostas rápidas e flexíveis diante de mudanças a na previsão de novas tendências de mercado.



Escrito por Flavio Santarelli às 11h06
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  Educação à Distância: reflexões desta nova realidade

Percebo claramente nos dias atuais a rápida expansão do sistema de educação a distância – o chamado EaD - que tem como missão o acesso ao ensino e ao conhecimento através de dispositivos e ferramentas cada vez mais presentes na vida das pessoas, caso da internet e suas aplicações que atravessam fronteiras. Esta quebra de paradigma, que se consolida a cada dia mais, tem a missão não só de propiciar conhecimento às populações localizadas longe dos grandes centros educacionais, impossibilitadas de frequentar os cursos presenciais, mas também aquelas que buscam um forma de conciliar a vida pessoal com a possibilitar de estudos e crescimento profissional.

O EaD tem a possibilidade de superar limitações de ordem geográfica, impor-se ao desafio de promover a inclusão educacional a segmentos sociais alijados do ensino presencial em função das dificuldades de compatibilização do tempo. Nesta realidade, a expressão a distância incorpora um sentido de mediação espaço-tempo, passando a se definir como o conceito de ensino mediado.

Dentro deste contexto, cresce cada vez mais a importância do papel das tecnologias de informação e comunicação (TICs), na medida em que tornam possível a efetiva mediação espaço-tempo das ações de ensino e aprendizagem, como propulsora dessa modalidade de ensino.  E na medida em que a expansão da EAD está acoplada ao uso das TICs, o modelo denota a questão do acesso em diferentes plataformas: o acesso dado pelos recursos tecnológicos; o acesso a dados e ao domínio das linguagens e conceitos tecnológicos; e o acesso dado pelo desenvolvimento de competências pedagógicas no âmbito de aprender online, através das interações nos ambientes virtuais de aprendizagem. Assim, o desempenho dos alunos em cursos a distância baseado nas TICs pressupõe distintos níveis de acesso, abrangendo infraestrutura tecnológica, alfabetização digital e o domínio de processos específicos da aprendizagem.

Para finalizar, eu acredito que a efetiva contribuição para o aprimoramento dos processos de ensino e aprendizagem tem levado a educação a distância a ser vista em todo seu potencial, como fonte de inovação e contribuição ao desenvolvimento humano.  Vejo a cada dia mais instituições de ensino aderirem à educação a distância, mais professores participando de projetos nessa modalidade, e, consequentemente, mais alunos se defrontam com o dilema e as diversidades da aprendizagem não presencial, que está fortalecida por diversas transformações socioculturais e tecnológicas, sinalizando uma grande alternativa ao esgotamento de modelos educativos inspirados em concepções de ensino e aprendizagem excessivamente dependentes da presença do professor. Certamente o surgimento de mais projetos educativos inovadores e a continuidade da quebra de paradigma quanto à modalidade de ensino representarão importantes contribuições pra o contínuo crescimento deste universo.



Escrito por Flavio Santarelli às 21h01
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  Prêmio Anhanguera de Mérito Científico e Intelectual

Amigos, estou muito muito contente, pois meu trabalho de conclusão de curso da pós-graduação ficou entre os cinco melhores do Brasil no Prêmio Anhanguera de Mérito Científico e Intelectual no 5º Seminário de Produção Acadêmica da Anhanguera Educacional, na categoria Exatas Pós-graduação - Latu Senso, nível Brasil.

O título do meu trabalho foi: "Gerência de configurações e Mudanças: procesos de Engenharia de softwares na gestão de projetos" e falava sobre como a alguns processo da engenharia de software podem ajudar na gestão de projetos de softwares, auxiliando na qualidade, no tempo e no custo dos projetos.

Além do 4º lugar que fiquei, recebi uma menção honrosa e terei meu trabalho publicado na revista científica da instituição. Motivo de muito orgulho!!!

Para mim é um resultado muito significativo e o reconhecimento do esforço de um trabalho muito bem planejado e executado ao longo do meu período de estudos na Pós-graduação, sendo um estímulo para correr atrás de novos desafios e projetos de vida.

Quero externar a todos a minha felicidade e dizer que resultados assim só podem ocorrer através de muito trabalho!

Grande abraço.

 

Santarelli

 



Escrito por Flavio Santarelli às 17h50
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  Boas vindas

Olá pessoal que visita meu blog, estou cá novamente dando boas vindas após mais um período distante.

Muito trabalho, mas minha pós terminou e agora com mais tempo para expor idéias e expandir conhecimentos.

O blog, além do habitual de dar dicas de gestão de projetos também trará dicas de tecnologia para os mais antenados.

É só ficar esperto.

Grande abraços e todos e boas vindas para todos nós.

Santarelli.



Escrito por Flavio Santarelli às 17h31
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  Novo trabalho a vista

Salvem amigos!

Cá estou novamente me preparando para um novo trabalho, um novo projeto em mais um importante cliente da área de Telecom (Tim Brasil).

Mais uma vez empolgado e torcendo por sucesso de novo!

Desta vez eu vou atuar numa área de Troubleshooting (análise e correção de problemas), que é uma novidade pra mim também.

Muito trabalho em vista, muita coisa estou aprendendo no meu curso de MBA e quero continuar a contribuir no blog.

 

Grande abraço a todos!!!



Escrito por Flavio Santarelli às 13h21
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  Iniciando um novo Projeto

 Bom dia amigos!

Hoje estou iniciando em mais um novo grande projeto para um grande cliente (Philips) aqui na empresa em que trabalho (Atos Origin).

Como sempre a expectativa de mais um bom trabalho é muito grande, pois a cada novo projeto novas experiências se somam; novos desafios; novas "surpresas" nos aguardam!!! Eu sinceramente adoro sentir este "friozinho" na barriga de um novo desafio pela frente.

Neste projeto eu estarei atuando mais como analista funcional e de requisitos, que pra mim é interessante pois é uma área que ainda atuei pouco em sistemas. Com certeza, virá a somar ao meu currículo, tanto tecnicamente, quanto à parte gerencial de projetos que eu tanto gosto!

Não tenho dúvidas que será mais um projeto muito bem executado, administrado e finalizado com sucesso!

Mais uma vez, boa sorte a mim e à todos os meus companheiros que farão parte deste grande projeto!

Abraços a todos!

 

Abraços a todos



Escrito por Flavio Santarelli às 10h27
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  Elucidando 5W2H – Técnica para gestão da qualidade em projetos

O 5W2H é uma  ferramenta de mapeamento de atividades fácil de ser implementada e que traz grandes benefícios para os gestores de projetos no que diz respeito ao controle e qualidade de atividades.

Trata-se de um checklist de determinadas atividades que precisam ser desenvolvidas com o máximo de clareza pelos colaboradores. Funciona como um mapeamento destas atividades, onde ficará estabelecido o que será feito, quem fará o quê, em qual período de tempo, em qual área da empresa, o porquê desta atividade, como será feita e quanto custará à empresa.É uma ferramenta extremamente útil para as empresas, já que elimina por completo qualquer dúvida que possa surgir sobre um processo ou atividade.

O nome 5W2H foi definido por juntar as primeiras letras dos nomes em inglês das diretrizes utilizadas neste processo:

What – O que será feito (etapas)
Why – Por que será feito (justificativa)
Where – Onde será feito (local)
When – Quando será feito (tempo)
Who – Por quem será feito (responsabilidade)
How – Como será feito (método)
How much – Quanto custará fazer (custo)

Ao utilizar o 5W2H é necessário que você estabeleça antes uma estratégia de ação para identificação e proposição de soluções de determinados problemas que queira sanar. Para isso pode-se utilizar de brainstorm para se chegar a um ponto comum. É necessário também ter em conta alguns pontos básicos:

§  Ter certeza de estar implementando ações sobre as causas do problema, e não sobre seus efeitos;

§  Ter certeza que suas ações não tenham qualquer efeito colateral, ou se tiver, tomar ações para eliminá-los;

§  Propor diferentes soluções para os problemas analisados, certificando-se dos custos aplicados e da eficácia de tais soluções.

 

Ao planejar determinada atividade gerencial, você deve responder às 7 perguntas citadas acima com clareza e objetividade. Logo após, você deverá elaborar uma tabela explicativa sobre tudo o que foi planejado.

 



Escrito por Flavio Santarelli às 14h38
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  Glossário de Termos - Gestão de Projetos

 Em Gestão de Projetos, assim como em outras especialidades, há centenas de termos e abreviaturas que formam a conhecida "sopa de letrinhas". Resolvi escrever aqui no blog uma lista com os principais e mais conhecidos termos e abreviaturas.

Benchmark: Designa uma prática ou um resultado que seja referencial de excelência.

Benchmarking: Atividade que compara processos, práticas, funções e resultados para identificar as oportunidades para melhoria da qualidade.

Brainstorming: Técnica utilizada para gerar idéias, que reúne um grupo de pessoas para terem idéias sobre um determinado assunto, situação, ou problema.

Caminho: Conj. de atividades conectadas seqüencialmente num diagrama de projeto.

CPM(Critical Path Method): É o caminho crítico do projeto, composto pela seqüência de atividades que definem a duração do projeto e, no diagrama de redes, determina o término mais cedo do projeto.

Caminho de rede: Qualquer série contínua de atividades conectadas em um diagrama de redes do projeto.

Ciclo de vida do projeto: Constitui-se na seqüência de fases que vão do início ao fim de um projeto.

Crashing: Alocar mais recursos nas atividades do Projeto, para que as tarefas sejam executadas mais rapidamente

Curva S: Representação gráfica dos custos, horas trabalhadas ou outras quantidades acumuladas, colocadas em função do tempo.

Deliverables: Pacotes de entregas do projeto.

Diagrama de Pareto: Histograma ordenado pela freqüência de ocorrência que mostra resultados quantitativos das causas identificadas.

Diagrama de precedência: Téc. de representação gráfica das atividades de um projeto, que são desenhadas como boxes (ou nós).

Diagrama de rede : Diagrama que mostra o inter-relacionamento entre as atividades do projeto por meio de caixas que compõem um todo organizado e são dispostas no formato de uma rede. Seu uso proporciona um simples entendimento ao evidenciar a interdependência entre as atividades de forma bem definida. O gráfico PERT é um diagrama de rede.

Dicionário WBS: O documento que descreve cada elemento da EAP.

Escopo: Delineia a abrangência de todo o trabalho a ser realizado pela equipe do projeto, mas apenas o trabalho necessário.

Escopo do produto: Desempenho esperado do produto do projeto, função a ser cumprida pelo produto.

Estimativa : O cálculo antecipado de resultados quantitativos, geralmente aplicados aos custos de duraçãode um projeto.

Estrutura Analítica do Projeto (EAP): Também chamado de WBS. Agrupamento dos elementos do projeto que organiza e define o escopo global do projeto. Cada nível inferior representa uma definição crescentemente detalhada de um componente do projeto. Os componentes do projeto podem ser produtos ou serviços.

Ex-Post:  medir e interpretar resultados ao final da execução de um projeto.

Fast tracking: Tornar paralelas atividades que haviam sido programadas para serem seqüenciais.

Folga: O período em que uma atividade pode ser atrasada sem atrasar as atividades sucessoras.

Gráfico de Gantt : Diagrama que utiliza barras horizontais, colocadas dentro de uma escala de tempo. O comprimento relativo das barras determina a duração da atividade, e as linhas conectando as barras individuais em um Diagrama de Gantt refletem as relações entre as atividades. 

Gráfico de PERT : Representação gráfica do relacionamento lógico entre as atividades do projeto, acompanhado de uma descrição sumária da abordagem do seqüenciamento. Cálculo probabilístico de duração de atividade a partir da média ponderada das três estimativas (duração otimista, pessimista e mais provável).

Inputs : Insumos; entradas. Conjunto de recursos e informações que são transformados por meio de processos em outputs (produtos ou serviços). Outputs de uma fase do projeto se transformam em inputs da fase seguinte.

Know how: Conhecimento de normas, métodos e procedimentos em atividades profissionais, especialmente as que exigem formação técnica ou científica. Habilidade adquirida pela experiência; saber prático.

Kick-off Meeting: Reunião inicial ou de lançamento do projeto.

Lateral Thinking (Pensamento Lateral): É o pensamento criativo para inovar em algo.

Mitigar : Ação que visa a reduzir a probabilidade do risco ocorrer.

: Um dos pontos de definição de uma rede; um ponto de junção conectado a alguma ou a todas as outras linhas de dependência.

Pacote de trabalho: Um produto, serviço ou componente de trabalho do projeto no nível mais baixo de cada ramo da Estrutura Analítica do Projeto.

PERT: Processo de estimativa de duração para atividades a partir de 3 cenários: mais provável (M), mais otimista (O) e mais pessimista (P), com aplicação da fórmula (O + 4M + P)/6.

Portifólio: Conjunto ou lista de Programas de projetos de uma empresa.

PMBOK(Project Management Body of Knowledge): conj. dos conhecimentos básicos sobre gestão de projetos, sistematizados pelo Project Management Institut(PMI).

PMO(Project Manager Office): Unidade organizacional onde se detém e domina a metodologia utilizada pela organização para gerenciar projetos. Ela assessora todos os projetos da organização na aplicação de métodos e técnicas de gerenciamento de projeto e estabelece e mantém um sistema de informação gerencial para os projetos.

PMP (Project Management Professional): Profissional em Gerenciamento de Projetos. Indivíduo que obteve o certificado mediante exame junto ao Project Management Institute (PMI).

Programa : Conjunto de Projetos gerenciados de forma coordenada.

Project Charter: É o documento formal de abertura do Projeto. (vide TAP)

Projeto : Um conjunto de atividades ou medidas planejadas para serem realizadas, com responsabilidade de execução definida, a fim de alcançar determinados objetivos e resultados mensuráveis.

Riscos : São eventos internos ou externos que podem comprometer a realização do projeto ou o alcance dos resultados pretendidos.

Sponsor: Patrocionador do Projeto.

Stakeholders: Todos os envolvidos ou interessados no projeto, que pode infliuenciar positiva ou negativamente a execução e término do projeto.

Stage gates ou Kill points:  Pontos de controle do Ciclo de vida do Projeto.

Scope Statement (ou, Declaração do Escopo(DE)): É o acordo entre a equipe de gestão do projeto e o cliente, identificando o que está incluso e o que não está incluso nos trabalhos ou produtos a serem desenvolvidos.

TAP (Termo de Abertura do Projeto): Também conhecido como Project Chart.

WBS (Work Breakdown Structure). Estrutura de Divisão do Trabalho (é a EAP).

Workshop : Oficina de Trabalho, Seminário ou Curso. Reunião geralmente conduzida por um moderador onde o propósito é produzir algo coletivamente.

Obviamente que há muito mais termos para se aprender, mas estes com certeza são os mais conhecidos!



Escrito por Flavio Santarelli às 15h11
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  Coragem, candidatos!

O assunto é tão interessante que resolvi colocar no meu blog:

Na “Folha de S.Paulo”, de ontem. (fonte: blog do Juca Kfouri)

Coragem, candidatos!

Que aspirante à Presidência do Brasil anunciaria a desistência em fazer a Copa e a Olimpíada no país?

PRIMEIRO , foi São Paulo que submergiu sob as chuvas de verão.

Depois, o Rio, devastado pelas águas do outono.

A fragilidade de nossas duas principais cidades, e do seu entorno, ficou, mais uma vez, dolorosa e dramaticamente evidenciada.

Faz sentido investir em estádios para a Copa do Mundo?

Faz sentido investir em estádios e acomodações para a Olimpíada?

Sim, sabemos que não investir no supérfluo não garante o investimento no essencial.

E que já houve experiências lucrativas em países que receberam tanto um quanto outro evento.

Mas um país que permite, e estimula, o surgimento de favelas sobre lixões, e de bairros sobre pântanos, está apto a ser olímpico?

Teria José Serra a coragem de dizer que entre as suas prioridades não estão a Copa do Mundo e a Olimpíada e que desiste delas?

E Dilma Rousseff? Viria a público, mesmo que lamentando, para dizer que o país deve abrir mão dos dois eventos porque ainda não é a nossa hora de fazê-los?

Marina Silva seria a candidata a botar o dedo nessa ferida?

Ninguém nega a importância que eventos desse porte têm para um país emergente. Ninguém nega.

Mas e num país submergente? Dá para encarar?

Esqueça o refrão da corrupção, faça de conta que tudo será feito com lisura.

Ainda assim, depois de tudo que passou o eixo Rio-São Paulo, o mais rico e influente do Brasil, faz sentido Copa ou Olimpíada?

Desnecessário repetir que houve um terremoto no Chile e em seguida se fez a Copa do Mundo de 1962 no país andino.

Ou a mesma coisa em relação ao México, em 1986.

Porque, se catástrofes naturais são o que são, o fato é que não se pode comparar a magnitude do que houve lá com o que as chuvas, por fortíssimas que tenham sido, e foram mesmo, causaram por aqui.

Esperar que os céus nos poupem em 2014 e 2016 porque, afinal, as festas esportivas se darão em meses de estiagem, será confiar demais no destino.

Como confiaram os desgraçados do Morro do Bumba, no Rio de Janeiro, ou do Jardim Pantanal, em São Paulo.

A situação em que ficaram as piscinas do São Paulo Futebol Clube e o Maracanã e o Maracanãzinho deveria servir para convencer até os mais teimosos sobre a aventura em que estamos entrando e que ainda podemos evitar.
O que aconteceria com um candidato que anunciasse ao Brasil que, se eleito, abriria mão dos dois eventos e poria o dinheiro, por exemplo, na erradicação das favelas?

E no saneamento básico.

E na educação.

E na saúde.

Perderia votos? Ou ganharia?

Eis aí uma boa pergunta para as pesquisas que todos os candidatos fazem em seus comitês. Suspeito que o resultado venha a ser positivo.

Sim, você dirá que sou um sonhador ou um ingênuo, até porque vou ainda mais longe: afirmo que, mesmo que uma pesquisa revelasse perda de votos, ainda assim, um verdadeiro líder, destemidamente a favor do Brasil, bancaria a decisão.

E, então, alguém se habilita?

O meu voto, ao menos, ganharia.



Escrito por Flavio Santarelli às 11h31
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